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Fake News: o debate só está começando

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Em um encontro recente realizado pela Folha de S.Paulo, foram discutidas tendências para a imprensa e as perspectivas para o setor de comunicação. Não é surpresa que o tema ‘fake news’ dominou o tom dos debates, dada a onda generalizada de pessimismo quanto aos usos da internet, a dificuldade de ter uma clara percepção sobre a veracidade dos fatos ali apresentados e à falta de certezas para seu futuro.

A expectativa de que o crescimento exponencial de conectividade proporcionaria um aumento equivalente da democracia e da diversidade, vê-se conturbada pela disseminação de notícias falsas ou tendenciosas. Muito se fala deste fenômeno que encontra nas redes sociais um terreno fértil para sua proliferação, favorecendo a criação de bolhas de informação devido ao redirecionamento feito pelos algoritmos, que criam câmaras de eco, dando espaço ao ‘hiperpartidarismo’, reunindo usuários similares e suprindo-os com o mesmo tipo de informação e, consequentemente, opinião.

Para entender o real impacto das ‘fake news’, é necessário ainda muitos esforços de pesquisa para validação das hipóteses traçadas atualmente. Mas temos, hoje, acesso a tecnologias de ponta que podem também ajudar na melhor compreensão deste fenômeno. A inteligência artificial, por exemplo, pode ser usada para investigar, mensurar e analisar as origens, objetivos e alcance dessas notícias. Não se tem uma definição precisa de seus tipos (completa mentira, exagero, apresentação parcial dos fatos, erro de apuração, etc) e usos (fins econômicos, sociais e/ou políticos). Isso é necessário para que consigamos debater a melhor maneira de combate e controle e quais são os limites da censura neste quesito.

Notícias falsas sempre existiram e hoje, sem sombra de dúvida, alcançaram um patamar superior. Mas não somos capazes de entender ainda a proporção dos seus efeitos negativos. Não podemos afirmar com toda certeza se Trump foi eleito graças a isso e em qual proporção interferiu no processo eleitoral. Ainda precisamos ampliar nosso entendimento sobre a correlação entre ‘fake news’ e o aprofundamento da polarização política vivido atualmente em todo o mundo. Este será um debate longo, mas muito necessário.

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* Victor Roland integra a área de Engajamento Corporativo na Edelman

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