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SXSW não é só o evento interativo. É o mais próximo retrato da verdadeira rede social

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Você só percebe o que é realmente a sigla SXSW quando começam os shows. Obviamente se escuta música nos lounges patrocinados por grandes marcas de tecnologia e festas de agências, mas quando as bandas começam a tocar, é possível começar a compreender o que é o conceito SXSW, porque ele existe há tanto tempo e porque terá grande longevidade.

A transição é suave e quase imperceptível. Durante algumas palestras você escuta os sons de guitarra vindo de outros lugares espalhados pelo vale. Quando saí de uma palestra séria, com pessoas responsáveis pelo governo britânico falando sobre questões legais sobre o uso de Drones, a alguns passos já havia jovens celebrando o mais puro rock’n’roll.

 

 

 

 

 

 

 

 

O evento musical vai disseminando sua cultura aos poucos no Interactive e no Film. O conceito vai se espalhando e cria uma estrutura transversal de inovação multicultural que é inspiradora para todos os setores. E isto vai muito além de simplesmente assistir aos shows. Conversar com as pessoas, observar os painéis e o trabalho de outros artistas contribuem para a construção deste conceito transversal.

A terça-feira, chamado Dia da Convergência, é o dia máximo que acontece isso. Há uma certa melancolia do final do evento interativo, mas que subitamente é substituída pelo sentimento de novidade, com sons e manifestações culturais globais que ampliam a reflexão sobre o que é realmente o SXSW e o que fez pessoas do mundo inteiro se interessarem por este evento.

E a grande conclusão a que se chega é que o SXSW é o que há de mais próximo ao que construímos nos últimos 10 anos: uma rede social. Pessoas se espalham pela cidade, concentram-se na 6th Street, e conectam-se através de pontos de contato convergentes, seja um estilo musical, seja uma profissão similar ou simplesmente os interesses. Estas pessoas movimentam-se, reúnem-se, consomem e o mínimo estímulo as fazem ir para outro local e de novo repetirem o ciclo com outras pessoas. Essas idas e vindas, agrupamentos e disseminações só provam esta conclusão. Não tratar o SXSW como 3 eventos separados é fundamental para aproveitar o que o conceito traz de melhor para o nosso dia-a-dia. 

O mais curioso é ver que o encontro físico, ali, no calor humano, é o que faz do SXSW a mais rica experiência do que é realmente uma rede social.

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